Construindo resiliência para transformar crises

As organizações que se estruturam antecipadamente para enfrentar transformações e situações de crise têm maior propensão de ter um posicionamento mais robusto nos negócios.

Após a crise causada pela Covid-19, o cenário mundial tornou-se ainda mais complexo, apresentando desafios significativos para as lideranças em suas tomadas de decisões nos mais diversos aspectos. Líderes assertivos e bem-sucedidos têm demonstrado a importância de ter uma estrutura fortalecida, incorporando à sua visão de futuro ao que anseiam deixar como legado em suas organizações a partir de uma perspectiva coletiva que ocorre devido aos grandes aprendizados advindos das problemáticas vividas nos últimos tempos.

Períodos como o da pandemia ensinam que é preciso se preparar e criar um ambiente seguro, para que as tomadas de decisões sejam mais objetivas, transmitindo confiança para as equipes e para o ecossistema como um todo, sem perder o horizonte para o futuro de vista.

Ser líder, em épocas assim, caracteriza ser responsável pelos desafios e pelas oportunidades do amanhã para muitos stakeholders. É necessário saber inspirar por meio da empatia, além de criar ambientes seguros para que as pessoas alcancem e materializem todo seu potencial, com consciência sobre como endereçar os constantes percalços. Dessa forma, será possível prosperar e criar uma inteligência viva, orgânica, altamente dinâmica – características que não são apenas próprias às organizações do amanhã, mas que podem ser estabelecidas a partir de agora.

A crise afetou organizações de diferentes portes e setores, abrindo espaço para que elas enfrentassem o cenário de maneira conjunta e inédita. Contudo, nem todas as crises possuem essa característica. O nível de preparação de cada organização determinará o sucesso de resposta quando uma nova situação de crise surgir. Por isso, fortalecer as estruturas empresariais para se antecipar a esses eventos é fundamental.

Como as empresas podem sobreviver – e prosperar – em uma era de disrupturas?

A empresa resiliente busca de forma proativa lidar com disrupturas. Esse movimento tem como objetivo aproveitar oportunidades em potencial – ou seja, indo além do gerenciamento de riscos identificados. Uma organização ágil e resiliente é capaz de responder às ameaças externas e aos eventos de crise minimizando seu impacto sobre a organização.

A construção de uma organização resiliente: Global Resilience Report 2021

Os cinco atributos das organizações resilientes

  1. Preparadas: As empresas bem-sucedidas são aquelas que planejam todos os resultados, tanto em curto quanto a longo prazo. Oitenta e cinco por cento dos executivos que equilibraram as prioridades nessa medida de tempo sentiram que se adaptaram muito bem aos eventos originados pela crise.
  2. Adaptáveis: Executivos C-level entendem que a adaptabilidade é a chave para a sobrevivência na era da disruptura. Aqueles que cultivam uma cultura resiliente tendem a apoiar forças de trabalho flexíveis muito mais do que aqueles que não investem em uma cultura resiliente.
  3. Colaborativas: Executivos C-level disseram que a colaboração acelerou a tomada de decisões, mitigou riscos e trouxe mais inovação. Duas em cada três empresas que removeram silos antes da pandemia relataram gerenciar os eventos da crise melhor do que seus pares.
  4. Confiáveis: No contexto da pandemia, manter a confiança foi particularmente importante. No entanto, de 1 em cada 3 executivos não estavam seguros de que suas organizações mantivessem a confiança na relação entre líderes e funcionários.
  5. Responsáveis: A maioria dos executivos C-level reconhece que o mundo dos negócios tem uma responsabilidade além dos resultados financeiros. Oitenta e sete por cento dos CXOs disseram ter conseguido equilibrar de forma eficaz todas as necessidades dos stakeholders, além de possibilitar que suas organizações se adaptassem rapidamente.

Por que é necessário construir a resiliência neste momento?

 Após a pandemia da Covid-19, um cenário muito impactante permitiu que as lideranças tivessem a oportunidade de entender melhor como um preparo eficaz para crises precisa ser bem estruturado, considerando a visão de construção da resiliência. Nesse sentido, não é suficiente apenas um método convencional de como agir projetando cenários específicos, mas pensar em um modelo organizacional abrangente que permita uma ação coordenada.

Sempre de maneira ética e estratégica, empresas precisam buscar boas formas de prosperar durante as adversidades. Para isso é fundamental ajustar sua realidade considerando também a habilidade de adaptar e prosperar quando os riscos se materializam – o que é possível no futuro. Independentemente dos desafios que uma crise possa apresentar, é preciso potencializar a experiência dos executivos atribuídos às tomadas de decisões, pois são nestes momentos em que os valores ligados à reputação e às finanças estão em risco e não se pode confiar apenas no insight do C-level sem que ele tenha o conforto de processos bem planejados.

Vale ressaltar que uma crise estimula a ruptura de paradigmas, ou seja, libera espaço para inovar, potencializando a criação de novas perspectivas – assim, há possibilidade para inovação e, consequentemente, prosperidade.

 

Resiliência – uma caminhada para a evolução

Ao longo dos anos, o termo resiliência tem sido empregado de muitas formas: como sinônimo de gestão de crises, ou como uma abordagem completamente fundamentada em riscos. No entanto, a noção de resiliência organizacional vai muito além desses conceitos. O conceito se apoia em construir um organismo capaz de inovar, desenvolver oportunidades, aprender rapidamente a se reconfigurar de acordo com um ambiente altamente volátil, como é o caso dos períodos de crise, que, têm sido desafiadores para diversos setores, empresas e instituições.

Principais características da resiliência:
 

  • Colaboração;
  • Alinhamento;
  • Continuidade;
  • Confiança mútua;
  • Ecossistemas; e
  • Evolução.

O que não é considerado parte da resiliência:

Continuidade de negócios acelerada;

  • Abordagem completamente fundamentada em riscos;
  • Práticas com base em políticas ou compliance regulatório;
  • Estratégias defensivas;
  • Substituição de atividade pré-existente;
  • Framework de compliance;
  • Restrições apenas às capacidades de enfrentamento à pandemia da Covid-19.

Neste contexto, abordar a noção a partir de um framework – e não de uma metodologia, que é um conceito mais rígido, permite a flexibilidade que o cenário requer. Um framework difere de uma metodologia, pois assume que os problemas são diferentes entre os segmentos dos negócios e empresas, fazendo com que a solução desenhada contenha as especificidades necessárias para os objetivos da organização. Sendo assim, é a resiliência que se adapta às necessidades de cada empresa. A seguir, serão explorados três componentes que devem atuar na integração das camadas organizacionais para construir resiliência.

 

Componentes fundamentais de um framework de resiliência

  1.  Estratégia

Durante a pandemia, muitas empresas puderam, de fato, demonstrar seus valores e princípios de forma clara, por meio de ações. Nesse processo, é possível aprimorar a capacidade de empatia de suas marcas. Outras, ao contrário, se distanciaram de seus clientes, gerando pontos negativos em relação à marca por meio de ações que foram reconhecidas pelos stakeholders como não assertivas para o momento.

Praticar seus valores e princípios dentro de uma estratégia alinhada, com o objetivo de construir um relacionamento de longo prazo com seus stakeholders é fundamental para o enfrentamento de uma crise. O investimento em iniciativas em ESG (em inglês, environmental, social and corporate governance), por exemplo, ajudará a estruturar enfrentamentos em períodos incertos.

  1. Gestão de riscos

As organizações estão enfrentando um conjunto cada vez maior de incertezas, com muito dinamismo, ao mesmo tempo em que se esforçam para criar valor e melhorar a sua performance. As incertezas podem ser causadas por mudanças dos cenários sociopolíticos, ambientais, tecnológicos, mercados voláteis e/ou altamente regulados, bem como comportamentos pessoais e culturais.

Empresas bem-sucedidas têm demonstrado que uma abordagem integrada sobre riscos facilita a tomada de decisão, além de maximizar valor. Pensando nisso, analisar o panorama de riscos a partir de uma ótica de resiliência permite que a empresa identifique oportunidades e incorpore melhorias que serão fundamentais, caso um próximo evento de disruptura ocorra.

  1. Gestão de crises

A atuação de gestão de crises é requerida quando se materializam eventos disruptivos que envolvem um alto grau de impacto e complexidade. Estes eventos devem ser evitados a todo custo, porém, uma vez concretizados, necessitam de respostas assertivas, rápidas e integradas organizacionalmente para minimizar à medida que possíveis impactos surgem.

Os planos de resposta estruturam a empresa para responder adequadamente ao tipo e magnitude do problema enfrentado. Uma vez que os elementos de um cenário são identificados é preciso saber considerá-los para um tratamento adequado – tendo em mente o acionamento tempestivo de gatilhos corporativos. Essa estruturação contribui também para a incorporação de lições aprendidas no processo, evitando que os mesmos acontecimentos se repitam.

Fonte: © 2021. Deloitte Global

Esta comunicação contém apenas informações gerais e nenhuma das empresas Deloitte Touche Tohmatsu Limited (“DTTL”), sua rede global de firmas-membro ou suas entidades relacionadas (coletivamente, a “organização Deloitte”) está, por meio desta comunicação, prestando consultoria ou serviços profissionais. Antes de tomar qualquer decisão ou medidas que possam afetar suas finanças ou sua empresa, você deve procurar um consultor profissional qualificado.

 

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